A língua portuguesa é cheia de detalhes. Mesmo para os falantes nativos do idioma, algumas regras de gramática podem confundir na hora de escrever. Ter um bom domínio do nosso idioma é essencial até mesmo para quem não trabalha como redator profissional. Afinal, um pequeno deslize no texto pode comprometer toda mensagem que você está querendo passar.

Pensando em ajudar você a deixar seus textos ainda melhores, fizemos uma compilação de alguns erros ortográficos e gramaticais que você talvez nem sabia que estava cometendo. Confira!

1) “Seja isso ou aquilo”

O termo “seja” não pode ser utilizado sozinho ou ligado a outra conjunção (como “ou”) em uma conjunção coordenativa alternativa. Traduzindo: sempre que utilizar “seja” para exemplificar alguma coisa, lembre-se de que é necessário duplicar o termo. Veja o exemplo.

Correto: Seja uma vez por semana, seja todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.

Incorreto: Seja uma vez por semana ou todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.

2) Usar “onde” sem se referir a lugar

O pronome “onde” expressa a noção de lugar, portanto, é preciso tomar cuidado para não utilizá-lo em contextos diferentes. Quando não houver indicação de lugar, prefira utilizar “em que” ou “no qual” e suas variações.

Correto:  O conteúdo acompanha esse novo comportamento, em que empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências.

Incorreto:  O conteúdo acompanha esse novo comportamento, onde empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências.

3) Mistura dos pronomes “tu” e “você”

Não é raro encontrar textos que misturam esses dois pronomes nas suas diferentes formas. Porém, é preciso escolher um deles e mantê-lo em todo o texto, sem alternância.  Ao utilizar “você”, evite as formas “te”, “teu” e demais variações do pronome “tu”. Para quem trabalha com produção de conteúdo para a web, o mais indicado é utilizar sempre a forma “você”, já que o “tu” traz uma ideia de regionalismo que não é adequada para textos que atingem um público geral.

Correto: Pensando em começar uma estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos este post para tirar suas dúvidas e ajudar você a começar.

Incorreto: Pensando em começar uma estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos este post para tirar suas dúvidas e te ajudar a começar.

4) Mesmo

É muito comum encontrar a palavra “mesmo” sendo utilizada como pronome pessoal. Porém, apesar de a palavra poder ser usada de diversas formas, esta não é uma delas. O termo “mesmo” pode ser usado como pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo. Confira alguns exemplos:

Correto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que ele lhe responda em menos de 24 horas.

Incorreto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que o mesmo lhe responda em menos de 24 horas.

Outras possibilidades corretas de uso:

  • 70% do processo de compra acontece antes mesmo de o cliente entrar em contato com a empresa
  • Ao mesmo tempo que ter uma boa frequência de atualizações é importante, é preciso prestar atenção no conteúdo.
  • Mesmo que algumas pessoas não acessem o seu blog todos os dias, mantê-lo atualizado é a melhor forma de aumentar o número de visitantes.
  • O objetivo é atender aos mais diversos segmentos de mercado com o mesmo nível de conhecimento em todas as áreas.

5) “vir de encontro a” e “ir ao encontro de”

Estas duas expressões, por serem muito parecidas, costumam gerar bastante confusão, porém, seus significados são opostos. Por isso, é preciso ter cuidado: “ir de encontro a”  significa “ir contra algo”, “bater”, “colidir”, enquanto que “ir ao encontro de”  expressa acordo, concordância.

Exemplo de concordância: Os interesses profissionais de um redator web vão ao encontro dos de seu cliente, o que faz com que eles se tornem um time em busca de um só ideal.

Exemplo de discordância: O texto redigido pelo redator foi de encontro à proposta de pauta do conteúdo.

6) O verbo lembrar e suas variações

O verbo “lembrar” é cheio de peculiaridades que fazem com que seja fácil se confundir e cometer algum deslize. Isso acontece porque o verbo pode ser transitivo direto, transitivo indireto ou ainda transitivo direto e indireto ao mesmo tempo, o que significa que o complemento muda de acordo com a situação. Veja alguns exemplos:

Lembrar-se de: quando utilizar o verbo no sentido de “vir à memória”, sempre utilize o pronome adequado e a preposição “de”:

Exemplo: Lembre-se de que é necessário inserir um call to action no fim do texto!

Lembrar: quando o verbo “lembrar” for utilizado com o sentido de “ser parecido” não exige preposição.

Exemplo: O estilo de escrita do redator lembra os textos de Machado de Assis.

Lembrar: no sentido de “informar” ou “advertir” alguém, o verbo pede um pronome oblíquo e a preposição “de”:

Exemplo: O redator recebeu um e-mail lembrando-o de finalizar o conteúdo.

Nunca saberemos tudo que há para saber sobre um idioma, afinal, a língua é viva e está em constante transformação. Porém, uma vez que você precisa fortalecer sua presença em meio digital e o texto escrito ainda é um dos principais meios de fazer isso, usar a norma correta é essencial. Afinal, quanto mais claro for o conteúdo que você oferecer online, maior suas chances de atingir os resultados que você almeja!

BÔNUS: Dica para textos claros, coerentes e dentro da norma!

Minha dica final é simples na teoria e um tanto básica, mas na prática ainda é amplamente menosprezada: incluir uma etapa de revisão. Ou seja, faça com que seu workflow de produção de conteúdo tenha uma etapa de revisão feita por alguém que entenda de regras gramaticais e de coesão textual. E, claro, que essa pessoa não pode ser a mesma pessoa que escreveu o conteúdo – pois quando escrevemos um conteúdo, a história está tão clara na nossa cabeça, que ao ler o texto, preenchemos as lacunas e pulamos palavras sem querer.

Então, encontre alguém dentro do seu time de conteúdo para realizar essa atividade! Aliás, essa pessoa pode ser de dentro da sua empresa ou até um profissional de fora, que você pode pagar sob demanda (há vários profissionais especialistas nisso dentro da Comunidade Contentools). Para que essa etapa final seja bem assertiva, aqui estão os principais fatores a serem examinados:

  1. Gramática
  2. Escaneabilidade
  3. Foco no leitor
  4. Otimização

Quer entender quais são as perguntas que esse profissional precisa se fazer para garantir ter avaliado todos esses fatores? Confira este checklist gratuito de revisão de artigos!

checklist para revisão de artigo de blog

Se quiser conhecer mais sobre conteúdo voltado ao marketing digital, recomendamos que acesse nosso Blog de Marketing de Conteúdo!

O que achou da lista? Sentiu falta de algum item? Deixe sua opinião nos comentários! E caso queira um diagnóstico da sua estratégia de conteúdo, solicite o contato da nossa equipe.

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This post has 112 Comments

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  1. Muito bom mesmo! E o título está super condizente com o assunto abordado, algumas pessoas com certeza se identificarão.

      1. Também gostei! Mas ainda quero saber se uso: “tu sabes” ou “tu sabe”.
        Qual a forma correta? Aprendi conjugar assim:
        Presente Pretérito perfeito Pretérito imperfeito
        eu digo eu disse eu dizia
        tu dizes tu disseste tu dizias
        ele/ela diz ele/ela disse ele/ela dizia
        nós dizemos nós dissemos nós dizíamos
        vós dizeis vós dissestes vós dizíeis
        eles/elas dizem eles/elas disseram eles/elas diziam

        Porém não sei se me passaram a informação correta. Me esclareça por favor!

    1. O uso da expressão ” super ” ( super isto , super aquilo , super . . .) é uma muleta , cacoete linguístico , por tanto o considere como sendo o 8° erro .

    2. A expressão “Super” ( super concordo , super aceito , super curtir . . .) é cansativo de ouvir , é cacofônico , além do mais temos as variantes que são “hiper ” ( hiper aceito , hiper . . .) “mega”( mega curtir , mega . . .) Todos estes prefixos são considerados “muletas” gramaticais , cacoetes linguísticos . E a utilização da palavra “com certeza” já esta desgastada , por tanto , deve ser substituída por : certamente , talvez , é provável , quiçá .

  2. Excelentes dicas! Mas, apesar dos gramáticos mais exigentes recomendarem o uso das expressões [EM] LONGO PRAZO, [EM] MÉDIO PRAZO e [EM] CURTO PRAZO, o novo Dicionário Eletrônico HOUAISS registra como corretas também as expressões [A] LONGO PRAZO, [A] MÉDIO PRAZO e [A] CURTO PRAZO.

    1. Oi Cristiane, que bom que você gostou. É verdade, inclusive, alguns gramáticos são até contra o uso dessas duas expressões. Mas aqui entra aquela história novamente: a língua vai se adaptando ao uso e aos poucos vai mudando pra se encaixar às nossas necessidades.

  3. Gostei bastante e aprendi algumas delas. Umas poucas eu já acertava e outras acho que nunca vou conseguir corrigir… Como sugestão, deixo um erro que me incomoda bastante: uso do “aonde” quando é só onde ou mesmo nos casos que você citou do uso errado de “onde”.

    1. Aonde dá a ideia de movimento, ou seja, “Aonde você vai?” é um exemplo. Onde já dá a ideia mais estática da coisa, por exemplo “Eu estou onde nos encontramos pela primeira vez”

      1. Olá, Luísa, uma observação. Referente à sua resposta acima ao Sr. Fausto, você inicia a fala, assim: “Oi Fausto” – sem vírgula após oi. Não seria com vírgula: “Oi, Fausto,” por se tratar de um vocativo? Abç!

        1. Sr. Jussirlei, acredita que também notei isso e comecei a achar que eu é que estava errado? Percebo também que é um erro bem popular dentro das redes sociais. Comecei a me preocupar há pouco tempo com a minha gramática, nunca aceito errar e continuar no erro, fico inquieto até corrigir o problema. Não sei se estou cometendo algum erro agora (dentro da língua portuguesa tudo é possível), mas posso te dizer que estou muito melhor que antes.

  4. Outros erros que me incomodam: “o filme que eu mais gostei…” “quero falar consigo…” (este me parece que é bem aceito em Portugal.)

      1. “O filme de que eu mais gostei” ou “O filme do qual eu mais gostei” — soa feio porque nunca se fala dessa forma, que gramaticalmente é a correta.

    1. “Quero falar consigo” não está errado, corresponde ao caso em que se está direcionando o ouvinte na terceira pessoa, com expressões de tratamento como Vossa Excelência ou Você. Conforme o erro 3 da lista, caso você esteja se dirigindo a pessoa com “você”, não pode dizer “quero falar contigo”, que corresponde à segunda pessoa.

      1. A construção “eu quero falar consigo” está errada. Não importa o contexto em que se a considere.
        “Consigo” significa “de si para si”, e só pode ser usada quando o falante, ao se dirigir a seu interlocutor, faz menção a tal interlocutor, ou, ainda, quando faz menção a terceiro não participante da interlocução.
        Exemplos: a) “você fala consigo”; b) “ele fala consigo”. Em ambos os exemplos, se deve pretender dizer que a pessoa mencionada fala com ela própria.
        A manter o mesmo significado, poder-se-ia somente usar “eu falo comigo”.
        Assim, corretas (embora carentes de maior aplicação prática) estariam as construções “(eu) quero falar comigo”; “(tu) queres falar contigo”; “(ele/você) quer falar consigo”.
        Obs: a expressão pode significar, também, “em companhia/posse da pessoa a quem ou de quem se fala”, como em “espero que (você) mantenha consigo esta informação”, ou em “ela parecia trazer consigo um animal de estimação”.
        Hugo Farias
        Niterói/RJ

  5. Excelente! Bem didático!
    Outro erro que me incomoda muito é o problema da regência dobverbo namorar, que é transitivo direto, apenas.
    Então, é incorreto dizer: “quer namorar comigo”? E deveria ser dito: “quer namorar-me”?
    Mas, confesso que nunca utilizei, e provavelmente seria visto como pedante se o fizesse. Hehe

  6. Gente, achei péssima! Os itens 1, 6, 7 e 8 são tão disseminados que já podem se considerar incorporados à norma-padrão do português brasileiro. É só consultar alguma gramática atual pra conferir.

    1. Oi Guilherme! A ideia do post é trazer alguns dos erros mais cometidos por redatores de acordo com a gramática normativa da língua portuguesa. A norma padrão a qual você se refere segue algumas das determinações da gramática, mas é marcada pelo uso e varia de acordo com a sociedade. Acredito que vamos cada vez mais flexibilizar o uso dessas regras, até porque a nossa gramática está precisando de uma atualização, mas de qualquer forma, é importante conhecê-la bem para não errar tentando acertar 

  7. Luiza, ótimas dicas. Obrigada. Uma dúvida: qual fonte você usa para dizer que “adéqua” não está correto? O dicionário Houaiss consta como uma conjugação possível (e com acento).

    1. Oi Renata, a questão do verbo “adequar” tem gerado polêmica porque muitos já estão aceitando esse verbo como regular. Pelo que verifiquei, o dicionário Houaiss traz as principais mudanças da língua portuguesa dos últimos anos e utiliza como base também algumas obras consagradas, ou seja, é bastante baseado na língua em uso. Porém, a gramática normativa (minha fonte) é diferente, já que os gramáticos que estabelecem as normas da língua são bastante tradicionais e apegados às raízes da língua. Encontrei um post legal que fala sobre esse assunto, se quiser ler, segue o link: http://discordiagramatical.blogspot.com.br/

  8. então, aquela celebre frase escrita em quase todos os elevadores “antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar” esta errada?

    1. Não entendi. Como poderia “alguma coisa” dar algo? A quem daria? Que coisa errada “alguma coisa” poderia dar?
      Por acaso a intenção não seria outra? Dizer-se, por exemplo, que alguma coisa deu errado, no sentido de o resultado de algo não ter sido o que se buscava. Seria essa a pergunta?

  9. Grande texto, mas poderia ter aproveitado e retirado do título o gerúndio terrível que assola nossa língua. “…nem sabia que estava cometendo…” seria mais bonito, …nem sabia que cometia.

    1. Oi Sergio. Neste caso o gerúndio foi usado corretamente, pois refere-se a tempo presente / ação em progresso. O famoso “gerundismo” incorreto refere-se a futuro, como em: “amanhã estarei ligando para você”, e não “ligarei”.

  10. é mais correto “entrega à domicílio” do que “em domicílio”, mas o uso errado da língua torna qualquer aberração aceitável…

  11. Muito bom. Algumas eu já sabia, e outras, não. Nunca gostei de usar “o mesmo” pra pessoas, que bom que acerto inconscientemente. A 6, não sabia, e os bancos e a contabilidade usam “a”. Agora, quem deveria ler isso são aqueles chatos de internet que ficam criticando os outros por causa de errinhos de português. Será que realmente podem ficam criticando a toda esquerda??

  12. Achei que foi um texto com boa intenção, mas possui alguns erros, ironicamente. Vou citar apenas o número 3, onde em seu exemplo é usada a expressão “…esse post…” erro comum, pois deveria ser “este”, pela proximidade. Boa sorte.

    1. Oi Adriano! Neste caso, a frase é apenas um exemplo para ilustrar a mistura dos pronomes “tu” e “você”, portanto, a frase não está inserida em um contexto que exija a definição do pronome. De qualquer forma, você tem razão: os termos “esse” e “este” geram bastante confusão. Vou anotar essa ideia para um possível novo post sobre o assunto. Obrigada!

  13. Afinal, um pequeno deslize no texto pode comprometer toda A mensagem que você está querendo passar.
    Ou será que comprometeria toda e qualquer mensagem que eu quisesse passar?

  14. Outro erro comum:
    “Maria disse que ela MESMO fez o trabalho”
    em vez de “ela MESMA”. Vale a pena colocar na tua lista,, Luisa!

  15. Muito intsressante a postagem, mas a regência do verbo fazer não comporta o “com” como foi redigido na dica número 8. Quem faz, faz “algo” e não “com que algo”. O objeto será direto.

  16. Parabéns pela matéria interessante e elucidativa.
    Acabei ficando em dúvida sobre o item 4. Na frase “Ao entrar em contato com o cliente, não espere que ele o responda em menos de 24 horas.”, seria possível utilizar o pronome lhe no lugar do artigo ‘o’, ficando “…ele lhe responda..”?

  17. Excelente artigo, porém, tenho uma pergunta. Geralmente essas regras não se aplicam com tanto “rigor” na criação de música, certo? Me refiro ao ponto nº 1, sobre o “seja”. No caso, escrevi uma composição que tem o seguinte verso “Seja aqui ou em qualquer lugar”. Isso seria considerável um erro gravíssimo ou podemos deixar passar em nome da métrica/sonoridade e a “dita liberdade poética”?

    1. Oi Pedro, na minha opinião, tudo depende do objetivo do conteúdo. Acho que quando se trata de uma letra de música o que importa é a mensagem que o autor quer passar e a opinião do público que vai ouvir, e não o que diz a gramática do português 🙂 A minha ideia com esse post era passar algumas dicas pra quem precisa de um pouco mais de rigor na produção de textos, como redatores profissionais. Um abraço!

  18. Correto: Pensando em começar uma estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos esse post para tirar suas dúvidas e ajudar você a começar.

    Mas “você” é pronome reto e nessa frase ele está como objeto direto.. isso pode?

    1. Oi Patrik… na teoria, não pode! Mas optei por usar “você” porque me parece que facilita a interação com o leitor e porque a linguagem do blog permite este tipo de informalidade. Às vezes, podemos abrir mão de alguns protocolos a favor da mensagem, não acha? Abraços 🙂

  19. correção:[…] para garantir que o texto não chegue ao leitor sem comunicar de fato o que se quer dizer[…] E please! os exemplos utilizados muitas vezes não fazem relação com a demonstração utilizada ou mesmo o erro apontado. e contém informações erradas também… a língua portuguesa é complexa demais para restringir tantos pormenores!

  20. Ótimas dicas. Tenho duas dúvidas que sempre me pegam:
    1. “Paulo nos convidou para jantar” ou “Paulo nos convidou para jantarmos”?
    2. “Que tal irmos ao cinema?” Que tempo de verbo é esse?
    Obrigada..

  21. Parabéns Luiza foi bem esclarecedor. Gostaria de sugerir os verbos competir e medir nas suas variações que causam muitas dúvidas!

  22. Então fico confusa ao usar os termos eu e mim, seu , teu , coisas simples mas ou mais?
    Posso estar falando besteira!
    Final por exemplo de uma carta, escrevo
    ATT ou Atenciosamente?

  23. Texto bem informativo, mas ainda bem que a língua não é morta e está em constante mudanças. Acho que a grámatica normativa deve mesmo continuar se adequando às nossas necessidades. Um texto deve ser bem escrito, seguindo a norma padrão, mas antes de tudo deve comunicar uma ideia com clareza. A maioria das expressões exemplificadas nesse artigo torna possível uma clara comunicação por parte de um texto, então acho que o natural é que sejam incorporadas à norma padrão da língua portuguesa (brasileira) ao longo do tempo.

  24. Houve algo que estranhei nos seus exemplos do item “4” acima. Você disse “Correto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que ele o responda em menos de 24 horas. Incorreto: Ao entrar em contato com o cliente, não espere que o mesmo o responda em menos de 24 horas.” – Nesse caso, o correto não seria “LHE responda”?

  25. Honestamente, acho que essa conversa de constante transformação já está um tanto quanto gasta. Nosso idioma é cheio de detalhes desnecessários, então como vai se dar essa transformação se tais detalhes continuarem nos assombrando desse jeito? Só se for essa coisa lamentável que se vê de uns anos pra cá, quando a internet ampliou o uso da escrita no nosso dia-a-dia.

    Mas, apesar de parecer crítica, este comentário é um cumprimento a vocês pela publicação, que, aliás, mostra erros que eu também cometia.

    Abraço.

  26. Nossa, amei o texto!
    Aprendemos certo termos achando que estão certos e que é interessante trazer para os nossos textos e nos enganamos totalmente! Rs…

    Muito boas as dicas. 🙂

  27. Bom dia Sra. Luisa,

    Meu nome é Emerson.

    Gostei muito das suas dicas, porém existe uma que me deixa intrigado.

    É correto falar “trocar uma ideia”, haja vista que quando troco, dou alguma coisa e recebo outra no lugar da que cedi….

    Se puder me ajudar, agradeço.

    OBS: Gosto muito da nossa Lingua, tanto que comecei uma nova graduação na Universidade Federal do Amazonas no Curso de Letras língua e Literatura.
    Um abraço.

  28. Tenho uma dúvida, quando eu digo que algo pertence a alguem, eu devo dizer que: Esse casaco é “de” Maria ou esse casaco é “da” Maria. Eu sempre uso a segunda opção, mas estou morando em uma cidade que usam “de”. Abraços.

  29. Eu estava em dúvida sobre o pronome “onde”, como seria a maneira correta de usar. Nos editais que escrevo sobre leiloes sempre coloco a localização e algumas vezes uso o pronome “onde”.

  30. Gostei muito do que disseste! Achei muito produtivo. Me digas por favor se a forma que aprendi abaixo está correta?
    Mandei um post anterior, mas parece que não foi enviado; então envio este último na esperança de sanar a questão…
    Se estiver correto a forma abaixo então fica claro o uso com outros verbos também!
    Deixo claro, e sem hipocrisia, que aprendi na internet mesmo. E que o texto abaixo foi copiado e colado. Sempre falei assim devido a atividade que exerço. Mas por não ter aprendido direito fico com um pouco de receio…

    Gerúndio: dizendo
    Particípio passado: dito
    INDICATIVO
    Presente Pretérito perfeito Pretérito imperfeito
    eu digo eu disse eu dizia
    tu dizes tu disseste tu dizias
    ele/ela diz ele/ela disse ele/ela dizia
    nós dizemos nós dissemos nós dizíamos
    vós dizeis vós dissestes vós dizíeis
    eles/elas dizem eles/elas disseram eles/elas diziam

    Pret. mais-que-perfeito Futuro / CONDICIONAL /

    Futuro do presente Futuro do pretérito
    eu dissera eu direi eu diria
    tu disseras tu dirás tu dirias
    ele/ela dissera ele/ela dirá ele/ela diria
    nós disséramos nós diremos nós diríamos
    vós disséreis vós direis vós diríeis
    eles/elas disseram eles/elas dirão eles/elas diriam

    CONJUNTIVO
    SUBJUNTIVO (BR)
    Presente Pretérito imperfeito Futuro
    que eu diga se eu dissesse quando eu disser
    que tu digas se tu dissesses quando tu disseres
    que ele/ela diga se ele/ela dissesse quando ele/ela disser
    que nós digamos se nós disséssemos quando nós dissermos
    que vós digais se vós dissésseis quando vós disserdes
    que eles/elas digam se eles/elas dissessem quando eles/elas disserem

    IMPERATIVO
    afirmativo negativo INFINITIVO PESSOAL
    –—- –— para dizer eu
    diz tu não digas tu para dizeres tu
    diga ele/ela não diga ele/ela para dizer ele/ela
    digamos nós não digamos nós para dizermos nós
    dizei vós não digais vós para dizerdes vós
    digam eles/elas não digam eles/elas para dizerem eles/elas

  31. Olá, Luisa. Muito bom o seu post! Observei o seguinte:

    “ir de encontro a” significa “ir contra algo”, “bater”, “colidir”, enquanto que “ir ao encontro de” expressa acordo, concordância.

    Na explicação acima, você utiliza “enquanto que”. Nesse caso, a palavra “que” não deveria estar presente, bastando utilizar “enquanto”. Um abraço.

  32. Excelente texto.
    Por gentileza, me esclareça uma dúvida. O correto é: “faça como a mim” e não ” faça como eu” , certo?
    Obrigado.

    1. Uma pequena correção : deve dizer-se ” não espere que ele LHE responda em menos de 24 horas” e não ” não espere que ele o responda em menos de 24 horas.” “Responder” é, nesta frase, um verbo transitivo indireto (não espere que ele lhe responda a você). Trata-se de “responder a alguém” (este “a” é uma preposição) logo o pronome pessoal complemento indirecto a usar é “lhe” (“o” é um pronome pessoal complemento direito).

  33. Muito bom!
    Preciso de mais in formações em forma de orientação.
    Por exemplo: “No restaurante X são servidos dez pratos DIFERENTES”.
    Questionamento: Se são “DEZ PRATOS’, fazendo referência aos tipos de pratos servidos, a palavra DIFERENTES , não estaria sendo usada corretamente, ou seja, não deveria utilizá-la. Bastaria dizer: -dez pratos- que por si só já se subentende que são pratos distintos, (tipos de alimentos).
    Este tipo de erro tem se ouvido e lido com muita freqüência.

  34. Ouvi dizer que para separar itens de uma enumeração, depois de dois pontos (:) usa-se ponto e vírgula (;), como na parte 4 do texto. Exemplo:
    No parque de diversões, as crianças encontram:
    brinquedos;
    balões;
    pipoca.
    É correto?

  35. duas situações chamam a minha atenção:
    a primeira:
    “em vez de” e “ao invés de”
    não sei porque mas não gosto do “ao invés de”
    a segunda:
    a preposição “a”, antes de palavras masculinas, por exemplo:
    a nível de, a domicilio, a propósito… e vai por ai afora.
    prefiro usar o “em”

  36. Gostei da intenção que muitas vezes é o que realmente importa, porém, devo discordar ao menos a parte que já analisei, sendo com relação ao ONDE, partindo do exemplo dado pela autora, pois:

    Acompanhar no contexto dado é fazer companhia ESTAR em algum local com alguém, andando até um ponto, um local, uma convergência , indo ao encontro de algo, um encontro acontece por natureza em algum lugar, vejamos: ONDE fica tal lugar; EM QUE, EM QUAL local fica ou será algo, ou seja, quando se diz ” O conteúdo ACOMPANHA esse novo comportamento, em que empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências”. O ponto aqui assinalado é na cognição, até que ponto existe ou não a concordância ou discordância, portanto, NÃO É Incorreto: O conteúdo acompanha esse novo comportamento, ONDE(ponto de chegada da “igualdade de forças”) empresas e consumidores estão em pé de igualdade, trocando informações e experiências.

  37. Somos obrigados seguir as regras… Acatamos porque somos obrigados. Os acadêmicos deveriam reavaliar a estupidez da ortografia. Cada letra deveria representar um e único som específico. Hoje é um absurdo e como exemplo o som “s” pode ser escrito como “c”, “sc”, “s”, “ss”, “x” e por vezes até com “z”.
    Da forma como está hoje mesmo que uma pessoa pudesse viver 1.000 anos cometeria cetenas de erros nos seus textos. Vejamos outros absurdos: “h” que nem se pronuncia, “ch” para soar “x”, “lh” para “li”, “nh” para “ñ”, etc…
    Se seguirem nesta forma dentro dalguns anos a língua portuguesa morrerá . Para cada som somente poderia haver uma forma de escrita; somente depois disto estar resolvido poder-se-ia partir para outras regras gramaticais.
    Ninguém é tolo de aceitar que estas imbecilidades sejam uma “riqueza da língua” como nos ensinam nas escolas e tampouco alegar para preservar a “lingua-mater” o latim.

  38. Parabéns, Luisa Wink, tanto por trazer essas dicas, quanto pela boa vontade em responder e suportar a incompreensão de alguns. Eu gostaria, portanto, de colaborar com sua lista.
    Há vários erros que encontramos aqui e ali, com frequência. O “mesmo” como aviso na porta do elevador, em alguns locais, é lei municipal e repete-se ad nauseum em toda uma cidade. Isso mostra bem o quanto um de nossos principais valores básicos, nossa língua de comunicação, é preterida.
    Mesmo que “distância” não requeira necessariamente o acento grave no “a” que a precede por ser um substantivo feminino, vemos instituições respeitadas como a USP, a UNICAMP e tantas outras oferecerem “cursos a distância”. Pretendem com isso divulgar que fornecem “cursos (para serem cursados de pontos distantes)”, ou seja, cursos para+a distância, ou seja, cursos a+a distância, ou seja, cursos à distância.

  39. Uma dúvida: Se “ajudar eu” e “ajudar ele” é considerado erro, por que você usou “ajudar você” no exemplo? Eu acho que está errado também.

    1. Buenas, Jeferson! Tudo bem? Acredito que esse exemplo da Luisa tinha o objetivo de mostrar que, quando estamos nos referindo a ‘você’ em nossos textos, devemos manter a pessoa ‘você’ em todos os momentos.

      Como essa oração do exemplo dela está com o verbo ajudar em próclise (porque o conectivo ‘e’ puxa o pronome para frente), o certo seria trazer o pronome para a frente do verbo. Em ênclise, o pronome seria ‘te’ se ela estivesse se referindo a ‘tu’ e ‘o’ se estivesse se referindo a ‘ele. Alguns verbos, usariam o pronome ‘lhe’ ao se referirem a ‘você’ – no entanto, o verbo ‘ajudar’ não aceita qualquer pronome: os pronomes átonos, como ‘lhe’ e ‘lhes’, que normalmente são utilizados em referência a ‘você’, não são aceitos.

      Dessa forma, para ficar claro que ela estava se referindo a ‘você’ neste exemplo, ela escolheu ‘ajudar você’. Ficou claro?

  40. Uma pequena correção : deve dizer-se ” não espere que ele LHE responda em menos de 24 horas” e não ” não espere que ele o responda em menos de 24 horas.” “Responder” é, nesta frase, um verbo transitivo indireto (não espere que ele lhe responda a você). Trata-se de “responder a alguém” (este “a” é uma preposição) logo o pronome pessoal complemento a usar é o “lhe”.
    Note-se que os pronomes pessoais complemento direto são ” me, te, o, a nos, vos, os, as” e os complemento indireto ” me, te, lhe, nos, vos, lhes”. Só mudam, portanto na 3a pessoa, daí serem muitas vezes usados de forma incorreta.

  41. Boa noite, Luisa.

    Parece que há um erro na forma frase abaixo, citada como sendo correta.

    “Ao entrar em contato com o cliente, não espere que ele o responda em menos de 24 horas.”

    Creio que o correto é “lhe responda” por ser forma indireta. Ou seja, “responda a você”, e não “responda você”.

    Não seria isso?

    Obrigado,

    Rogério Marques

  42. Outra dica:
    Por favor, sugiram que, na dúvida, nunca acentuem a preposição “a” com o objetivo de usar crase.

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