Conversar é uma arte. Algumas pessoas são capazes de engajar grupos inteiros por longos períodos. Outras são sempre espectadoras e raramente conduzem momentos como esse acima, capturado pelo fotojornalista alemão Erich Salomon. O que o primeiro ministro britânico Ramsay MacDonald diz a ponto de atrair a completa atenção de Albert Einstein?

Você já parou para pensar no que faz alguém deixá-lo à vontade para uma conversa franca, enquanto a simples ideia de trocar algumas palavras com outras pessoas chega a dar sono? Está certo que muita gente não faz o mínimo esforço: por falar demais, por desinteresse, por insistir em tópicos enfadonhos… Segundo o empresário e escritor americano Stephen Covey:

A maioria das pessoas não ouve na intenção de entender; elas escutam na intenção de responder.

Mas não é nelas em quem vamos nos concentrar aqui. O que interessa saber são as técnicas dos Ramsay MacDonalds e como o blog da sua empresa pode se apropriar delas para engajar a audiência mais qualificada de todas: o seu público-alvo.

Como falar

A primeira coisa a se pensar é no tom de voz: como sua empresa interage com o público. O que irá determinar isso é, mais uma vez, o conhecimento profundo sobre a audiência e também a forma como sua empresa se posiciona no mercado.

A Tex.do tem um cliente que faz um paralelo entre o tom de voz da empresa e roupa que os sócios (e os clientes deles) vestem: “usamos camisa gola pólo e calça jeans”. Ou seja, o conteúdo da empresa não soa formal, como a aparência de quem usa terno e gravata, nem descontraído como quem veste camiseta e bermuda.

Como é o estilo de roupa que vocês usam na sua empresa? Como se comportam quando estão entre vocês? E quando estão falando com algum cliente ou fornecedor, esse comportamento muda de alguma forma ou se mantém?

Essas são apenas algumas perguntas que podem ajudar a definir se o estilo do conteúdo que vocês precisam produzir é mais leve, descontraído ou se é mais formal. Vocês são críticos, emitem opiniões fortes? Ou mantêm-se neutros diante de polêmicas? A conversa com os clientes e fornecedores funciona se usarem linguagem mais técnica, típica do setor em que atuam? Ou é preciso traduzir a maioria dos termos e buscar por exemplos que simplifiquem o que vocês fazem? Lembre-se sempre de quem você quer atrair para essa conversa.

O que dizer

Uma vez que você já sabe como falar, é hora de determinar os temas. Nessa hora é essencial se colocar no lugar de quem vai ler o post, ouvir o podcast, assistir ao vídeo ou acompanhar qualquer formato de conteúdo que você pretende gerar. Responda as principais dúvidas do seu público, alimente curiosidades que ele possa ter, esclareça questões complexas de forma simples, inspire mudanças, mostre formas diferentes de fazer, pensar ou usar um produto/serviço, faça testes, consultas, pergunte, fomente discussões. Assim como uma boa conversa, um bom conteúdo é uma via de mão dupla.

De vez em quando algumas ferramentas podem auxiliar na busca por temas. Já parou para ver quais as principais dúvidas sobre seu setor postadas no Quora ou no Yahoo Respostas? O bom e velho Google e o Youtube são outras fontes de pesquisa de temas interessantes.

Um segredo de pessoas interessantes é que elas se mantêm sempre atualizadas. Mas nas conversas, elas não reproduzem simples informações, como papagaios. Elas dão opiniões que acrescentam, que nos fazem parar para refletir ou discordar. Dão dicas que você tem vontade de discretamente puxar o celular ou bloco de notas para registrar e poder lembrar mais tarde.

O melhor é que é possível reproduzir esse comportamento no conteúdo da sua empresa. Acompanhe notícias, novidades e lançamentos do seu setor (ou encarregue quem abastece seu conteúdo de fazê-lo) e inclua posts, podcasts e vídeos curtos com comentários e dicas a respeito. Já falamos que empresas que geram conteúdo assumem o papel de editores – e isso é exatamente o que bons editores fazem.

Muitas empresas, principalmente empresas B2B, temem que um dia irão ficar sem temas para gerar conteúdo. Podemos garantir que esse temor não tem o menor fundamento. A capacidade de gerar conteúdo novo existirá enquanto sua empresa existir. Voltando ao exemplo do editor: em alguns dias há tantas pautas que é preciso deixar de cobrir as menos importantes. Outras épocas são mais calmas e permitem usar a criatividade para se aprofundar em certas pautas que exigem mais pesquisa. Mas nenhum jornal deixou de ser rodado e nenhum telejornal deixou de ir ao ar por falta de notícias.

Você tem dúvidas sobre definição de tom e temas para o conteúdo?

O espaço de comentários está à sua disposição! Na próxima semana vamos descobrir outras qualidades das pessoas que dominam a arte da conversa – e como usar essas aptidões para criar um conteúdo que atrai e engaja o público.

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