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A notícia da semana é: o Facebook quer que você assista vídeos mais longos. O motivo? Se os usuários passarem a consumir vídeos no Facebook como consomem vídeos na televisão ou no próprio Youtube, será possível que eles vendam através de seus novos anúncios “mid-roll”.

Segundo Abhishek Bapna, um dos gerentes de produto do Facebook, “concluir um vídeo longo é um compromisso maior do que concluir um vídeo mais curto”. E, segundo Young Park, um dos cientistas de pesquisa do Facebook, “À medida que continuamos a compreender como a nossa comunidade consome vídeo, percebemos que devemos, portanto, rever o peso das porcentagens, dando mais peso para os vídeos mais longos ao invés de penaliza-los”.

Isso quer dizer que usuários que gostam de vídeos mais longos, os encontrarão com maior facilidade em seus feeds de notícias, segundo o Facebook. Como consequência, alguns vídeos mais curtos podem ter uma ligeira caída na distribuição de News Feed.

Facetube: vídeos mais longos

Esse movimento faz parte do esforço do Facebook em aumentar o tempo de exibição dos usuários no site, o que deve trazer mais anunciantes. Usuários do Facebook já estavam assistindo 100 milhões de horas de vídeo por dia na plataforma em 2016, segundo o Recode. Se o Facebook aumentar o tempo médio de exibição, poderão gerar US$ 3,8 bilhões em receita de publicidade em vídeo este ano, triplicando sua expectativa esperada em 2015, segundo dados da Variety.

Como parte do esforço para esse movimento, o Facebook já está lançando novas formas de inserir anúncios no conteúdo. No início deste mês, de fato, a empresa começou a testar anúncios no meio de vídeos. As mensagens de marketing aparecem uma vez que o espectador assistiu 20 segundos de um vídeo que é executado por pelo menos 90 segundos e são limitadas a 15 segundos de comprimento. O Facebook concede aos editores 55 por cento da receita publicitária.

Na quinta-feira passada, o Facebook, em uma postagem em seu blog, lembrou os criadores de vídeos que eles não deveriam tentar jogar o algoritmo, mas que deveriam manter o controle em suas próprias análises para ver quais vídeos são os melhores em sua página. “O melhor comprimento para um vídeo é o comprimento que é necessário para contar uma história atraente que envolve as pessoas, que é suscetível de variar dependendo da história que você está dizendo”, diz o post do Facebook.

O fato é que o Facebook quer que as pessoas vejam vídeos mais longos, e agora começará a priorizá-los no Feed de notícias.

O que muda no algoritmo do Facebook?

Conforme afirmamos anteriormente, o Facebook está mudando, especificamente, a maneira como ele pesa a “conclusão percentual”, ou seja, a porcentagem de um vídeo que você termina de assistir, de acordo com o post publicado pela empresa. Isso significa que “vídeos mais longos, que as pessoas passam o tempo assistindo, podem ver um ligeiro aumento na distribuição no Facebook”.

Essa alteração aos algoritmos do News Feed é a mais recente de uma série de ajustes que o Facebook fez, acompanhada das mudanças que favoreceram vídeos ao vivo e posts compartilhados por amigos em vez de editores. Além disso, recentemente, o Facebook passou a dar aos editores a capacidade de exibir anúncios no meio do canal ou anúncios no meio de vídeos. Ao surfar por vídeos mais longos, os anúncios médios serão exibidos por mais pessoas.

Esse movimento também mostra como o Facebook está considerando sua própria forma original de mostrar vídeos em seu aplicativo móvel. Isso vai ao encontro das palavras de Abhishek Bapna, que afirma que se você assiste a maioria ou a totalidade de um vídeo, isso informa ao Facebook que você considerou aquele vídeo atraente e por isso a porcentagem desses vídeos irá mudar.

Para acelerar esse processo, o Facebook está enfatizando os vídeos longos em seu algoritmo do News Feed.

Por que o Facebook quer que você assista vídeos mais longos?

Na realidade, economicamente falando, isso é algo que o Facebook tinha que fazer. Afinal, é muito mais fácil vender anúncios para vídeos mais longos. Afinal, assistir 15 segundos de um anúncio em um vídeo de 60 segundos é horrível. Mas assistir em um vídeo de 5 minutos, talvez valha a pena. Portanto, para fazer seus próximos $ 10B, o Facebook não tem escolha, a não ser fazer com que seus usuários fiquem em sintonia mais e mais frequentemente.

O que deixa os especialistas e profissionais de marketing ansiosos, contudo, é o fato de que o comportamento do usuário do Facebook é em favor de conteúdo mais curto. Portanto, parece improvável que a plataforma conseguirá mudar o algoritmo e a forma de utilizar o Facebook (ao menos, não a curto prazo). Segundo os relatórios de informações, dois terços dos 200 vídeos mais vistos do Facebook nos últimos 3 meses eram clipes de 90 segundos ou menos e apenas 7 eram de 5 minutos ou mais.

Nesse sentido, para estimular tanto o consumo como a criação de vídeos mais longos, o Facebook diz que estava recompensando os criadores de vídeo, caso os usuários assistissem seus vídeos até o fim. O objetivo era creditar os editores de vídeo com uma visualização se alguém assistisse algo por um mínimo de três segundos. Esse sistema de recompensas, aliado ao fato de que o Facebook reproduzia vídeos automaticamente para os usuários quando elas apareciam no feed, forçou os editores do Facebook a fazer vídeos atraentes, que realmente captassem a sua atenção.

Entretanto, muitos editores do Facebook estavam relatando que as taxas de conclusão dos seus vídeos estão bem baixas. Sendo assim, além do sistema de recompensas, o Facebook decidiu aprimorar o seu algoritmo do feed de notícias, recompensando ainda mais os vídeos mais longos. E essa estratégia, com certeza, irá enfatizar o tempo de exibição dos vídeos na timeline, que é uma medida utilizada há algum tempo pelos “rivais” de Mark Zuckerberg.

Juntamente com esse fato, o Facebook está lançando um novo formato de publicidade chamada de “mid-roll” para os vídeos, mas apenas para aqueles com menos de 90 segundos. Nesse sentido, a empresa informa aos editores que, caso eles queiram ganhar mais dinheiro, precisam segurar seus usuários por mais tempo, ou seja, criar vídeos mais longos. O próprio Facebook afirmou que vídeos mais longos querem dizer que as pessoas passarão mais tempo assistindo-os e isso irá gerar um ligeiro aumento na distribuição do Facebook.

Então, por que o Facebook quer que você assista vídeos mais longos? Essa é uma tentativa de competir com o Youtube, que é considerado o padrão-ouro em consumo de vídeo longo. No Facebook, o comportamento das pessoas é consumir tanto conteúdo quanto for possível, variando de status de amigos para artigos de notícias. No Youtube, por sua vez, os usuários têm um propósito e escolhem o que desejam assistir. Por isso, ficam envolvidos e engajados por mais tempo.

O Facebook, no entanto, ressalta que receitas, competição e especulações à parte não importam tanto quanto a vontade de fazer com que a história do vídeo seja bem contada. Dessa maneira, mesmo com a mudança do algoritmo, o Facebook não quer que as páginas se esforcem para produzir vídeos mais longos, e sim para garantir que os usuários queiram assistir ao conteúdo. Porque, no fim de tudo, o que realmente vale é o engajamento e quanto do vídeo os usuários realmente estão assistindo. Isso porque, se essa taxa estiver perto de 100%, ele será distribuído no feed de notícias, mesmo que tenha apenas 20 segundos.

Por que vídeos são importantes para sua estratégia de conteúdo?

O consumo de vídeo cresceu em 2015, continuando em alta em 2016 e, em 2017, é a menina dos olhos de todo profissional de marketing. Isso porque esse formato oferece muitas vantagens quando comparado a outras formas de conteúdo. Principalmente porque ele reúne todos os componentes de comunicação que chamam a atenção do usuário:  palavras, imagens e sons. Portanto, a bola da vez é o botão de reprodução.

Ao passar sua mensagem por vídeo, ela consegue ser atraente, rápida e priorizar o que precisa ser priorizado. Além disso, as imagens conseguem encantar os consumidores mais rapidamente, deixando-os envolvidos e mais predispostos a continuar sua jornada no funil de vendas. Além disso, o vídeo facilita a absorção de conteúdo. Nesse contexto, especialistas afirmam que 52% dos conteúdos em vídeo geram maior retorno e, além disso, eles apostam que neste ano, os vídeos representarão 69% do tráfego online e a previsão é que em 2018 esse número aumente para 79%.

Com a plataforma da Contentools também é possível criar scripts para vídeos e webinars. Conte com a nossa ajuda para gerenciar esses formatos de conteúdo e aproveite nosso banco de profissionais para escolher os melhores membros para sua equipe.

E então, será que o Facebook vence mais essa batalha, como foi com o Snapchat? Deixe sua opinião nos comentários!

Quer entender melhor como funciona a plataforma da Contentools? Entre em contato com um de nossos especialistas que vamos adorar tirar todas as suas dúvidas e te ajudar nessa jornada de conteúdos em forma de vídeo!

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