O Facebook é uma rede bastante utilizada pela estratégia de marketing de conteúdo para alcançar seu público-alvo, não é mesmo? Afinal, assim como as outras redes sociais, o Facebook faz parte da vida dos consumidores e influencia tanto o comportamento deles, como a decisão de compra.

As empresas e marcas apostaram e continuam apostando – e muito – no Facebook. Entretanto, nos últimos tempos, o alcance orgânico das publicações nas páginas do Facebook vem diminuindo drasticamente e tornaram os “likes” ainda mais supérfluos.

Não é segredo para ninguém em como o Facebook é fundamental em uma estratégia de conteúdo devido ao volume impressionante de usuários que ele registra. Além disso, o Facebook conta com um grande diferencial: o fato de que ao curtir conteúdos de empresas ou do seu ciclo de amigos, outros podem visualizar tais curtidas. Isso é quase como um “boca a boca” dos moldes antigos e produz tráfego para quem postou a mensagem.

Por se tratar de uma estratégia fácil, barata e com grande potencial de alcance, algumas empresas deixaram seu site e blog corporativo de lado e passaram a utilizar com exclusividade sua página no Facebook como principal canal para divulgar a marca e até mesmo realizar suas vendas.

Neste cenário, os likes se tornaram uma moeda. Um like, segundo a Syncapse, vale em média US$ 174. E pensando nisso, o Facebook investiu em filtros para que aquelas marcas e empresas que investiram em compra de likes não tivessem o mesmo alcance daquelas que investiram em anúncios pagos. O objetivo foi evitar conteúdo comercial na feed orgânica, em que os usuários querem encontrar conteúdo interessante.

É importante ressaltarmos o que a própria rede social já divulgou: agora, para escolher o que aparecerá no seu feed de notícia, ocorre uma classificação de relevância, levando em conta diversos critérios em relação à cada pessoa. Assim, as interações do usuário com determinada página irão auxiliar o algoritmo do Facebook a fazer essa classificação. E, como resultado, o feed de notícias será mais personalizado e mais disputado pelas fanpages, afinal, um maior alcance é consequência de um bom engajamento, e se você está vendo um bom engajamento é sinal de que está acertando no conteúdo.

Como funciona o filtro do Facebook?

O filtro do Facebook afeta todos os tipos de conteúdo postados, como links, vídeos, transmissões ao vivo e fotos. O Facebook afirma que essa mudança poderá diminuir o lance e o tráfego de referências de páginas cujo tráfego vem diretamente de posts. Por outro lado, terá pouco impacto se o tráfego é gerado por compartilhamento e os amigos das pessoas que o fazem também estão curtindo e comentando nesses compartilhamentos. Basicamente, o impacto no tráfego das páginas dependerá da composição da audiência e da maneira como o conteúdo será compartilhado no Facebook.

O caso é que o Facebook está favorecendo conteúdos compartilhados por usuários ao invés de páginas e por isso é preciso talvez repensar sua estratégia de conteúdo no Facebook em relação à amplificação do conteúdo da marca.

Outra questão a ser avaliada é o que realmente as pessoas estão procurando nos seus feeds, além das atualizações de pessoas próximas. Em suma, eles buscam por informação e entretenimento, e isso pode lhe dar ideias de como conduzir seu conteúdo e publicá-lo no Facebook para satisfazer esses atuais e potenciais clientes.

O Facebook publicou um texto em que explica sobre os valores atualizados no feed de notícias. Na publicação, a empresa afirma que o conteúdo de pessoas mais próximas virão em primeiro lugar na classificação de relevância no feed de notícias.

O próprio Facebook afirmou que as pessoas dão valor a postagens que consideram informativas. Mas que o termo “informativo” varia de um usuário para o outro e por isso é preciso personalizar essa ordem de relevância para cada um. O Facebook também afirmou ter descoberto que as pessoas gostam de entretenimento e, por isso, a rede tentará prever quais posts o usuário acha interessante nesse segmento. Outros valores considerados são pluralidade de ideias, experiência do usuário e autenticidade.

O que está ocorrendo atualmente em torno do filtro do Facebook?

Com a recente eleição dos Estados Unidos, surgiram muitos conteúdos acerca do filtro do Facebook e sobre o que vem ocorrendo no feed de notícias. E o que muitos dizem, é que o filtro do Facebook tem deformado a percepção da realidade para os usuários.

Emily Neuberger é uma feminista que vive em Nova York e que recentemente se formou na Universidade de Nova York com um diploma de música. Seu círculo mais próximo de amigos consiste de um grupo multicultural com diferentes orientações sexuais e fundos monetários. Ela está tão distante da base de votos de Donald Trump que não conseguia dizer o nome de um amigo que votaria nele. No feed de notícias dela, não se falava em Donald Trump. Por isso, quando chegou o resultado final das eleições, ela não conseguia acreditar que ele estava de fato vencendo.

Ela acredita que o seu choque aconteceu, em grande parte, porque o algoritmo do Facebook – e de todas as outras redes sociais – tornou-se assustadoramente inteligente e, com isso, a personalização de conteúdo tornou-se tão seletiva que é como se a visão de mundo dela se baseasse no que ela obtém dessas redes, principalmente do Facebook. Assim, ela supôs que ninguém votaria em Trump e que Bernie iria varrer as eleições primárias. Para Emily, a pergunta é clara: como podemos ter uma conversa se não podemos ouvir outras vozes?

Para Federico Nejrotti, por exemplo, o Facebook está se tornando uma câmara de eco que nos previne de sermos confrontados por opiniões com as quais não concordamos. E ele ainda diz que o problema não está apenas na linha do tempo, pois ao fazer buscas no Facebook também não obteve sucesso. Se ele votasse no candidato “x”, por exemplo, só conseguiria encontrar postagem dele, pois o Facebook o identificou como um eleitor de “x” e não permite que ele visualize as publicações de “y”.

Como o filtro do Facebook afeta o marketing de conteúdo?

Conforme afirmamos, é preciso repensar sua estratégia de marketing de conteúdo voltada para o Facebook, principalmente se a sua empresa só aposta nessa rede social.

A personalização de conteúdo é uma ferramenta extremamente útil que ajuda as empresas a fornecerem aos consumidores o conteúdo e produtos que eles gostariam. E, pensando na nova ordem de classificação de relevância – informação, entretenimento e postagens de usuários, talvez seja hora de criar um perfil da sua empresa no Facebook ao invés de uma fanpage, por exemplo, e repensar a sua jornada de conteúdo em termos de informação e entretenimento, linkando com a sua solução e o seu negócio.

Contudo, não é apenas isso. Muitos acham que começar o seu negócio digital com as redes sociais parece um negócio certeiro. Afinal, todo mundo tem uma rede social, não é mesmo? O próprio Facebook já bateu o recorde de 1 bilhão de acessos via aplicativo para celulares. E a cada segundo, 20 mil pessoas estão conectadas à rede.

Entretanto, basear sua estratégia apenas em social mídia é quase como basear o seu negócio apenas em um terreno alugado. O que isso quer dizer? Que você nunca poderá fazer o que quer sem pedir permissão para o dono do terreno em que você está. Você não dita as regras, mas obedece. E é isso que ocorre com as redes sociais. Quem não conheceu o Orkut, Mirc, Icq, Msn? Empresas que “alugaram” essas redes sociais ao pensarem em suas estratégias centrando-se apenas nelas, se deram mal.

A solução? Pense em um blog. Um blog não é um terreno alugado e sempre estará à sua disposição, você quem dita as regras. Um blog é sua marca registrada para fazer o que quiser, repensar sua estratégia e conseguir o alcance orgânico do seu público-alvo. O melhor? Você pode utilizar o conteúdo do seu blog nas redes sociais também, levando em conta a formatação de um conteúdo de entretenimento e informativo. Além disso, você sempre poderá recorrer ao seu blog quando as redes sociais resolverem ditar regras em que não prevalecem a sua empresa, como é o caso do filtro do Facebook no momento.

Ter um blog corporativo é fundamental, no fim das contas, não importa qual seja o ramo do seu negócio ou o tamanho da sua empresa. Um blog pode ser o responsável por fortalecer sua estratégia de marketing digital, além de consolidar sua marca e ampliar o alcance em relação ao seu público-alvo. Ou seja, você não deve ter um blog somente porque seu concorrente tem, nem depositar sua criatividade apenas em redes sociais.

Este post foi útil para você? Deseja começar hoje seu blog corporativo e não centralizar sua estratégia de conteúdo apenas nas redes sociais? Entre em contato com um de nossos especialistas!

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