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Você já deve ter reparado que, em termos de produtividade, os brasileiros estão em um abismo se comparados aos norte-americanos, não é mesmo? O Estadão publicou uma matéria afirmando que: “enquanto os Estados Unidos conseguem fabricar um produto com apenas um trabalhador, no Brasil, a mesma peça exige quatro pessoas”. Na realidade, esta é a pior relação desde 1950.

Segundo um levantamento do Conference Board, verificou-se no final do ano passado que enquanto um trabalhador brasileiro era capaz de produzir US$ 29.583, nesse mesmo tempo, um trabalhador norte-americano era capaz de produzir US$ 118.826. Por que tanta preocupação com a produtividade? “Produtividade não é tudo mas no longo prazo é quase tudo”, segundo Paul Krugman, o ganhador do Prêmio Nobel de Economia. O motivo? Ela está intimamente ligada às riquezas geradas e é o seu comportamento que determina o comportamento e o padrão de vida de determina sociedade.

A verdade é que a economia do país tem enfrentado problemas no setor produtivo e está com dificuldades de aumentar a sua eficiência. Mas e você? Como está a produtividade da sua empresa? Talvez seja difícil dizer assim, logo de cara, especialmente quando não sabemos medir a produtividade em dinheiro ($) e nem medir o quanto estamos perdendo em dinheiro ($). E é exatamente sobre isso que discorreremos no post de hoje. Vamos lá?

Por que medir a produtividade?

A produtividade é fundamental para manter a competitividade e a rentabilidade – a longo prazo – das empresas. E sua medição representa um papel importantíssimo na gestão da produtividade. Isso porque ao mensurar a produtividade, é possível determinar se a empresa está progredindo ou não, além de fornecer informações sobre a forma com que ela está gerindo seus recursos.

Como utilizar a produtividade

Basicamente, a produtividade é a relação entre a quantidade de saídas e a quantidade de entradas utilizadas para gerar essas saídas. Em outras palavras, é uma medida da eficácia e eficiência da empresa na geração de resultados com os recursos disponíveis.

Sendo assim, a produtividade é definida como uma relação de saída para entrada:

Produtividade = saídas / entradas

Em sua essência, a mensuração da produtividade é a identificação e estimativa da produção e das medidas de entrada e das medidas de saída. A produção é vista como os bens produzidos ou serviços prestados. E a saída são as quantidades físicas ou o valor financeiro.

Como medir a produtividade em $

Ao mensurarmos a produtividade em quantidades, tudo até fica relativamente fácil. Contudo, dificilmente a produção de uma empresa será uniforme. Principalmente se for o caso de uma empresa de serviços, por exemplo. Por esse motivo, é importante falarmos sobre produtividade em termos de $.

Uma pausa para falar de valor agregado

O valor agregado geralmente é utilizado como uma medida de saída, pois representa a riqueza criada através do processo de produção da empresa ou da prestação de serviços. Em linhas gerais, é o valor adicionado que mede a diferença entre as vendas e o custo dos materiais e serviços incorridos para gerar as vendas. Para uma empresa de prestação de serviços, fica muito mais fácil enxergar dessa maneira, não é mesmo?

Vale ressaltar que a riqueza resultante é gerada pelos esforços combinados daqueles que trabalham (colaboradores) e aqueles que fornecem o capital (empregadores e investidores, por exemplo). Mas como calcular esse valor agregado? É o que veremos na sequência. Acompanhe!

Como calcular o valor agregado

É possível calcular o valor agregado através de duas maneiras: o método de subtração e o método de adição.

  1. Método de Subtração: o Método de Subtração enfatiza a criação de valor agregado. Ele mede a diferença entre as vendas e o custo dos bens e serviços incorridos para gerar as vendas. Em outras palavras, podemos representar esse método com a seguinte fórmula:

Valor agregado = Vendas – Custo dos bens e serviços comprados

  1. Método de adição: o Método de Adição enfatiza a distribuição de valor agregado àqueles que contribuíram para a criação de valor acrescentado. Podemos representar pela seguinte fórmula:

Valor agregado = Custos de mão de obra dos funcionários + Juros aos credores de dinheiro + Depreciação para reinvestimento em máquinas e equipamentos + Lucros retidos pela organização + Outros custos distribuídos (por exemplo, impostos)

Medindo o que não pode ser medido

É bastante desafiador tentar desenvolver índices de produtividade em sua empresa que realmente capturem os papeis dos fatores que atuam diretamente na produção de uma maneira que todos os envolvidos entendam: tanto os colaboradores como os gestores. Além disso, os sistemas convencionais que mensuram a produtividade geralmente negligenciam aspectos que são muito importantes para a produtividade: o tempo de produção e o papel de cada colaborador, não só aqueles diretamente envolvidos no resultado. Um exemplo? Não adianta apenas contar o papel do redator, mas não do Content Manager por trás da produção de conteúdo.

O processo de produção consome tempo e o fato de ele não ser contabilizado, significa que é gratuito. O que obviamente não é. Afinal, se duas agências utilizassem as mesmas ferramentas de automação e o mesmo número de colaboradores, certamente gerariam índices de produtividade idênticos, não é mesmo? Dentro dessa lógica, sim. Contudo, se nós supormos que uma das agências leva três dias para montar uma campanha de e-mail marketing enquanto a outra leva cinco dias, a produtividade já não será a mesma.

E isso nos leva ao segundo aspecto que geralmente é negligenciado, que é o desempenho. Isso porque as vezes é fácil medir o desempenho de quem está diretamente ligado à produção, como um redator, por exemplo. Mas é difícil contabilizar o desempenho do gerente desse setor, ou os colaboradores de funções mais elevadas, se estivéssemos falando sobre um chão de fábrica, e os engenheiros e supervisores dessa fábrica.

Em grande parte, a ausência dessa medição reflete as duas dificuldades principais na hora de medir a produtividade: medir o produto/serviço e conectar as ações dos colaboradores com os produtos/serviços. A conexão entre a atividade de um trabalho de chão de fábrica que aperta parafusos, por exemplo, é muito clara: a pessoa aperta três parafusos em cada carro, e essa ação ajuda a completar o carro. Entretanto, medir a produtividade dos criadores de produtos/serviços é um problema muito mais sutil. Definir o resultado como simplesmente o número de modelos ou protótipos concluídos não captura a verdadeira produtividade desses colaboradores. Um Content Manager pode elaborar um workflow que irá melhorar toda a eficiência da agência, por exemplo, e com isso diminuir pela metade o tempo para ser completado o projeto de um dos clientes.

Na realidade, não é possível medir completamente as saídas e entradas no nível de supervisão. Contudo, isso não significa que apenas a produtividade daqueles que tem uma conexão direta com a atividade-fim devem ser contabilizados. Significa, entretanto, que os gerentes devem ser criativos e abertos a novas maneiras de pensar sobre uma operação.

Em verdade, também é importante pensar na produtividade perdida em termos de dinheiro. Essa equação, basicamente, envolveria dividir o Produto ou Serviço de Saída pelo custo de produção. Assim, se os custos aumentarem devido aos custos de folha de pagamento terem aumentado, significa que a produtividade caiu. Se os custos diminuírem, trazendo robôs para substituir trabalhadores não qualificados, por exemplo, ou ferramentas de automação para a criação de campanhas de marketing, significa que a produtividade aumentou.

É importante ressaltar que as complexidades e ambiguidades na hora de medir a produtividade não devem te desencorajar de utilizar um sistema de medição. Medidas de lucro, afinal, também estão longe de serem perfeitas, mas estamos acostumados com suas deficiências e aprendemos a recolher uma riqueza de insight a partir delas, não é mesmo? É dessa mesma maneira que os gerentes devem prosseguir quando se trata da produtividade, mas com cuidado. Afinal, a gravidade das deficiências de um sistema depende de como ele é usado. Se bônus ou promoções se baseiam em certas medidas, é melhor que sejam precisas. Mas esse grau de precisão é desnecessário para a maioria das aplicações.

Por fim, podemos destacar que, talvez, o uso mais importante quando falamos de medição da produtividade seja uma fonte objetiva de informações sobre as tendências operacionais a longo prazo. Afinal, um índice pode chamar a atenção para setores ou departamentos que enfrentam problemas incomuns ou desempenho excepcionalmente forte. As comparações de produtividade também podem inspirar trocas úteis de ideias.

Então, respondendo a grande questão: como medir a produtividade em $? Levando em consideração o tempo de todos os envolvidos, tanto diretamente na produção, como os colaboradores que são gestores ou supervisores, analisando o desempenho individual e dos setores, também a produtividade perdida em termos de dinheiro. É importante calcular tanto a produtividade ganha como a perdida, e verificar os custos de produção.

Talvez seja mais fácil de visualizar esse cálculo em se tratando de empresas que possuem um produto, mas empresas prestadoras de serviços também precisam se preocupar – talvez até mais, por se tratar muitas vezes de um cálculo subjetivo – com a mensuração da produtividade.

Este post foi útil para você? Quer aumentar a produtividade da sua produção de conteúdo? Consulte um de nossos especialistas e saiba como a Plataforma da Contentools pode te auxiliar!

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