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Esta situação já deve ter acontecido com você: após se inscrever em uma lista de e-mail marketing e aceitar receber novidades de alguma empresa, sua caixa de entrada é entupida por e-mails indesejáveis ou irrelevantes que logo se tornam um grande inconveniente.

Pelo incômodo com a frequência e a quantidade das mensagens, opta por se descadastrar da lista (ou marca as mensagens como spam) e promete nunca mais aceitar e-mails dessa empresa novamente.

Soou familiar? Imagino que sim.

Cenas como a descrita acima são cada vez mais comuns e se devem, principalmente, a um fenômeno chamado “fadiga de marca” – uma armadilha na qual você precisa evitar que sua empresa caia.  

O que é fadiga de marca?

Comparação da fadiga de marca na caixa de email com os letreiros luminosos nas ruas de Tóquio.
(Sua caixa de e-mail lembra as ruas de Tóquio com tanto anúncio? Isso é fadiga de marca.)

Brand fatigue, ou “fadiga de marca” em português, é um termo que se refere ao fenômeno em que o consumidor é inundado por quantidades excessivas de anúncios e mensagens promocionais ao mesmo tempo.

No mundo atual, vivemos cercados de publicidade. Segundo o HuffPost UK, somos expostos a um número que varia entre 200 e 3000 anúncios publicitários todos os dias! Isso é muita coisa, até mesmo para profissionais como eu, que trabalham com Marketing Digital.

Sendo assim, você pode estar se perguntando: Como posso evitar a fadiga de marca e tornar minha forma de fazer Marketing mais eficiente para chamar atenção?

Acompanhe abaixo algumas dicas para evitar esse problema.

Como evitar a fadiga de marca: os erros que não deve cometer

Ao longo de minha trajetória aqui na Contentools, pude presenciar diversos erros que as empresas comentem e, como consequência, ocasionam a fadiga de marca.

Compilei alguns deles para você evitar:

1. Muitas mensagens em um único meio

A fadiga de marca pode acontecer quando há um número excessivo de mensagens em um mesmo meio ou canal.

Sabe aquela empresa ou pessoa que publica com tanta frequência nas redes sociais que se torna irritante? Ou mesmo aquela marca que manda tantos e-mails que você sente que a sua caixa de entrada está sendo metralhada? É disso que eu estou falando!

Você começa a ver a mesma marca, o mesmo nome e o mesmo logotipo com tanta frequência que aquilo se torna ruído. Seu cérebro então não consegue lidar com o alto volume de coisas que estão chegando e opta por filtrar tudo isso. O que acontece é que, quando se vincula uma marca a tal padrão, o próprio cérebro a filtra como spam.

2. O valor percebido é muito baixo ou pouco frequente para merecer atenção

A fadiga de marca também ocorre quando o valor percebido de determinada mensagem é baixo demais ou infrequente demais para merecer a atenção do consumidor.

Quando você tem contato com uma mensagem relevante, acaba identificando-a como algo que agrega um alto valor para si e seu cérebro a avalia de maneira positiva: “Que bacana! Devo prestar mais atenção a isso!”. Mas o contrário também acontece – a mente ignora o que for irrelevante.

Poucas mensagens de alto valor significam que o público vai parar de lhes dar atenção e de se conectar com aquela marca. Para manter um alto engajamento, é preciso se atentar à relevância da mensagem para o seu consumidor.

3. O usuário não tem domínio sobre “o que” e “quando” receber

Outro erro bastante comum (principalmente em listas de e-mail marketing, SMS e afins), é não fornecer ao consumidor um mecanismo de controle sobre “o que” de fato ele tem interesse em receber e “quando” (ou seja, com qual frequência) ele está disposto a receber suas mensagens.

O ideal é que o usuário possa personalizar esses fatores de acordo com a preferência dele, assim o conteúdo não se torna inconveniente.

Como evitar a fadiga de marca: o que você definitivamente deve fazer

Agora sim! Imagino que você queira seguir o exemplo do carteiro Jaiminho, personagem da vila do Chaves, e evitar a fadiga. Então guarde bem as dicas a seguir de como fugir dessa cilada.

1. Dê aos seus consumidores o que eles querem

Algo que os consumidores mais procuram nas marcas é a escuta ativa. Se elas ouvem o que os clientes têm a dizer e satisfazem as necessidades deles, estes certamente ficarão mais seguros para se conectar com essas marcas. Ofereça um conteúdo relevante ao seu usuário. Dê ao seu consumidor aquilo que ele valoriza.

Se não tem certeza de que tipo de conteúdo é relevante para seu consumidor, aqui vai uma dica básica, mas eficiente: pergunte a ele!

2. Foco na mensagem

Um dos maiores motivos de o público ignorar quando marcas tentam alcançá-lo é porque ele não se sente especial. Tornar a mensagem eficiente também significa se preocupar, além do conteúdo em si, com o modo como o consumidor vai se sentir e reagir ao consumir o conteúdo.

Minha dica é: personalize sua mensagem! Faça o seu cliente sentir que aquela mensagem foi escrita especialmente para ele. Torne-a pessoal e suas chances de engajamento serão muito maiores.

Para deixar a mensagem personalizada e assertiva, sugiro fortemente que sua estratégia de conteúdo tenha personas muito bem definidas.

3. Não perturbe

Ninguém gosta de ser incomodado. Ponto.

Tente encontrar seus consumidores nos momentos mais confortáveis e mais receptivos para eles. Inclusive, dê a oportunidade de decidirem quando preferem receber uma mensagem sua. Isso fará com que sua comunicação alcance o público onde e quando ele quer ser alcançado.

Em um cadastro de SMS, por exemplo, pode-se dar ao assinante a opção de ser contatado nos horários mais convenientes para ele.

Agora é sua vez!

A maior lição que podemos aprender com o fenômeno da fadiga de marca é: não incomode o consumidor. Em vez disso, engaje-o! Ofereça valor e benefícios reais à sua audiência e ela certamente estará muito mais aberta e mais confortável para se conectar, engajar-se e até ter uma relação de recomendação com a marca.

Minha sugestão é que você crie uma boa estratégia de conteúdo, faça testes e fique de olho nas métricas para entender como seus conteúdos são consumidos.

Ficou com dúvida sobre o que, quando e como sua audiência gostaria de consumir? Para listas de e-mail marketing, você sempre pode questionar a sua base acerca das preferências de cada usuário, tanto na hora do cadastro quanto em momentos posteriores. Já para sites e blogs, uma boa pedida é colocar uma pequena enquete (há plug-ins e ferramentas que facilitam isso) para captar as preferências do seu público. Ou, simplesmente, chame seu leitor a trazer dúvidas e sugestões nos comentários.

Achou essas dicas úteis? Já sofreu com fadiga de marca? Tem a caixa de entrada mais cheia de anúncios que as ruas de Tóquio? Compartilhe sua experiência aqui nos comentários!

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